BNDES anuncia devolução de R$ 40 bilhões aos cofres públicos

BNDES anuncia devolução de R$ 40 bilhões aos cofres públicos

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Gustavo Montezano, anunciou a devolução de R$ 40 bilhões ao Tesouro Nacional, totalizando o pagamento de R$ 84 bilhões do BNDES na linha do Tesouro. O banco pretende devolver R$ 126 bilhões até o final deste ano.

“Estamos felizes de poder, em tão curto prazo, cumprir parte substancial dessa meta, preservando de forma bem estável a situação de liquidez e capitalização do banco”, esclareceu. De acordo com Gustavo Montezano, a devolução representaria um impacto de cerca de 1% da dívida pública federal, hoje acumulada em aproximadamente R$ 3,9 trilhões. Com esta devolução, faltarão R$ 42 bilhões para que a instituição financeira cumpra a meta.

No início do ano, o BNDES anunciou que pretendia devolver os R$ 126 bilhões para atender a pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, que desejava revisar todos os recursos emprestados pelo Tesouro ao Banco. Na época, Guedes afirmou que essas altas quantias emprestadas deveriam ser utilizadas apenas para incentivo ao crédito do micro e pequeno empreendedor, que possuem menor capacidade de captar recursos. E que os vultosos empréstimos que usam recursos do Tesouro sobrecarregam as contas públicas.

Aquecimento da economia

De acordo com o advogado Jaques Reolon, empresas de grande porte e multinacionais possuem mais solidez, faturamento elevado e tempo de mercado, o que são fatores importantes para a obtenção de crédito. Já para as empresas de pequeno porte, a situação é invertida: o pouco tempo de operação e os resultados econômicos tímidos são grandes empecilhos para a obtenção de recursos junto aos bancos privados.

“Se o BNDES conseguir disponibilizar linhas de crédito atrativas para os empreendedores de micro e pequenas empresas, com baixas taxas de juros e prazo estendido para pagamento, alinhado com uma política de desburocratização e reforma tributária, o país poderá experimentar uma explosão de crescimento empresarial, o que irá reaquecer a economia, gerar empregos e recolocar o Brasil na rota do desenvolvimento econômico”, defende Jaques Reolon.

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