Governo prevê ganho de renda no longo prazo com reformas

Governo prevê ganho de renda no longo prazo com reformas

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por Alveni Lisboa

As reformas realizadas no governo Michel Temer, em especial a trabalhista e a do mercado de crédito – com a criação da Taxa de Longo Prazo-TLP –, podem elevar em 24,6% o Produto Interno Bruto per capita brasileiro nos próximos 20 anos. A projeção foi feita pelos técnicos do governo federal e divulgada pelo jornal Valor Econômico.

O PIB per capita deve subir dos atuais US$ 14,2 mil para US$ 17,7 mil em duas décadas. Esse cenário considera a continuidade da vigência do teto de gastos e a realização de uma reforma da Previdência para viabilizar a estabilidade fiscal. Nas simulações feitas pela equipe econômica, em um cenário no qual o Brasil avance em quatro outras reformas, o PIB mais que dobraria nos próximos 20 anos, atingindo US$ 24,6 mil. Essas outras mudanças estruturais seriam: abertura comercial, reformas tributária e de infraestrutura e uma convergência do nível educacional para padrões internacionais.

No caso da reforma trabalhista já realizada, o governo afirma ter havido uma forte queda no número de ações trabalhistas. Empresários também teriam relatado ao governo a percepção de que houve uma melhora substancial nesse flanco, que daria mais fôlego às companhias privadas.

Comentários do advogado Jaques Reolon: a depender de quem logre êxito nas eleições de 2018, uma reforma que não deverá passar em branco no próximo ano é a da Previdência. Muitos analistas a enxergam como fundamental para garantir o crescimento do país nos próximos anos, além de garantir a solvência fiscal do país, pressuposto que garantiria juros mais baixos e maior atração de investimentos. O próprio governo federal entende que tal reforma seria necessária para garantir a viabilidade do teto de gastos nos próximos anos. Sem ela, há uma perspectiva de que as contas públicas federais estourem o teto imposto pelo próprio governo no ano de 2020, o que poderia levar a medidas extremas como o congelamento de salários e contratações no serviço público, demissões e o não reajuste do salário mínimo.

Com informações do Valor Econômico.

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